Monumentos
de Lafões

O património de Lafões é rico e diversificado.

Vouzela, São Pedro do Sul e Oliveira de Frades têm muitos monumentos para mostrar. Visite as diferentes Estações Arqueológicas (Castros, Dólmens), os Centros Históricos, as diversas Capelas e Igrejas Matriz, as Casas Senhoriais, Torres Medievais.

Dê uma vista de olhos!

A torre, ou castelo, de Vilharigues foi edificada nos finais do século XIII, estando possivelmente inserida no sistema defensivo das terras de Lafões, estruturado desde o século XI, que incluía várias torres senhoriais e atalaias dispersas pela região.

A Comenda de Ansemil era poderosa. Tinha um capitão-mor e um sargento-mor, com cinco companhias de ordenanças – Ansemil, Ranhados, Boaldeia, Mortágua e Bustos – todos nomeados pelos comendadores. Dominava sete coutos em terras de Lafões e tinha bens em vários pontos do País, nomeadamente na cidade de Coimbra.

Acredita-se que esta torre medieval tenha sido erguida no final do século XIII ou no início do século XIV. Terá sido habitada até ao final do século XVI ou início do século XVII.

Na primeira metade do século XVII, foi seu senhor Diogo Gomes de Lemos, comendador da Ordem de Cristo, falecido em 1651, no Porto.

Localizado na margem esquerda do rio Vouga, nas Termas de S. Pedro do Sul, o Balneum Romano constitui uma evidente marca da romanização na região de Lafões. A passagem do rei D. Afonso Henriques, das suas filhas Teresa e Urraca e seu filho Sancho (futuro rei D. Sancho I) e de outros membros da monarquia portuguesa como o rei D. João I, a sua esposa rainha D. Filipa de Lencastre, o rei D. Duarte e sua esposa e os infantes D. Pedro e D. Henrique, o rei D.Manuel I e a rainha D. Amélia destacam a importância e a singularidade deste local.

Implantado em pleno vale do Vouga e enquadrado por um cenário de grande beleza natural, o Aqueduto das Águas Reais fornecia a água para o Mosteiro de S. Cristovão de Lafões, a partir de uma mina situada a 800 metros de distância. Localizando-se a apenas 150 metros deste mosteiro cisterciense, boa parte da estrutura do aqueduto ainda se mantém intacta, constituindo um bom exemplar deste tipo de engenhos. De arquitetura setecentista, o aqueduto mede cerca de 100 metros e é composto por um portão brasonado com as armas reais e as de Claraval, que suporta, com os pilares de granito que se lhe seguem, a calha que levava a água para o mosteiro.

O Castro da Cárcoda situa-se a cerca e 2 Km da povoação de Carvalhais, em plena Serra da Arada, a 610 m de altitude.
Vestígios aí encontrados indicam uma fundação por alturas do Bronze Final e uma sobrevivência até à época Romana. O seu apogeu situa-se, sem dúvida, na idade do Ferro/Época Romana, altura em que o povoado sofreu grande desenvolvimento.

No declinar do século XIX, ali se albergou, por mais de uma vez, a última Rainha de Portugal, nos períodos de tratamento nas Termas.
No fim da tarde do dia 5 de Junho de 1894, chegava a S. Pedro do Sul luzido cortejo de “mais de 30 carruagens”, que, desde Viseu, acompanhava a rainha e os infantes D. Luís Filipe e D. Manuel. Após solene “Te Deum”, na igreja matriz, a família real instalou-se no Palácio do, então, Conde de Reriz, onde permaneceu até ao dia 27. Na véspera da partida, chegava D. Carlos, que ali pernoitou, regressando a Lisboa toda a família real.

A Comenda de Ansemil era poderosa. Tinha um capitão-mor e um sargento-mor, com cinco companhias de ordenanças – Ansemil, Ranhados, Boaldeia, Mortágua e Bustos – todos nomeados pelos comendadores. Dominava sete coutos em terras de Lafões e tinha bens em vários pontos do País, nomeadamente na cidade de Coimbra.

A denominada Casa da Cavalaria (Casa dos Almeidas) é actualmente propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Vouzela, tendo-lhe sido legada em 1894, estando a funcionar como Unidade de Cuidados Continuados.
Para esta casa terá sido transferido o Hospital que foi inaugurado a 24 de Junho de 1894 pela Rainha D. Amélia.

Roma também deixou, na região, marcas da sua presença. Destacam-se os troços bem preservados de calçada romana, que integravam o trajecto da estrada que ligava Viseu a Águeda; e os marcos miliários (expostos no Museu Municipal) que se erguiam ao longo dessa via.

O Convento de São Cristóvão de Lafões  fica situado perto da Gralheira, no concelho de São Pedro do Sul.
A fundação do mosteiro é anterior à fundação de Portugal, embora tenha sido totalmente reconstruído no século XVIII.
A sua igreja, depois de ter sofrido dois incêndios, foi reconstruída pela terceira vez em 1704,
Foi extinto em 30 de maio de 1834, juntamente com todas as ordens religiosas existentes em Portugal.

Atualmente este convento foi transformado em turismo de habitação, tendo para o efeito sido completamente recuperado, mas perdendo um pouco do seu especto secular.

O Solar do Condado de Beirós ou apenas Solar de Beirós como também é conhecido, situa-se em Serrazes – São Pedro do Sul.
Envolta em belos jardins e uma paisagem verdejante com uma invejável vista sobre o vale, a casa, de arquitetura beirã e estrutura conventual, alberga as histórias e lendas do 1º Conde de Beirós e Visconde de Beirós (título criado por D. Luis I, rei de Portugal, por decreto de 25 de maio de 1887), António Tristão Correia de Lacerda Souza e Lebrim (por vezes conhecido pelo apelido Souza e Alvim), nascido em 24.12.1861 em Lourosa, Oliveira do Hospital, e falecido em 1917. 

A Torre de Alcofra localiza-se na povoação de Cabo de Vila, freguesia de Alcofra, concelho de Vouzela, distrito de Viseu, em Portugal.
Em posição dominante na vertente oeste da serra do Caramulo, esta é uma das três torres senhoriais ainda existentes no concelho, e a que se encontra em melhor estado de conservação.
Como as outras, tem forma quadrangular. Tem janelas, no último andar. A meia altura da Torre, uma porta em arco ogival, a que se subia por uma escada de madeira. No interior, há ainda vestígios do soalho divisório dos pisos

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